sexta-feira, 15 de maio de 2015

Tertuliano



 "O caos é uma ordem ainda indecifrável."
"O caos é uma ordem ainda por decifrar."

(Atualizado em 18 de novembro de 2017)

***

{Olá Ficcionista do passado. Eu sou o Ficcionista do seu futuro (o meu presente, o passado de outro Ficcionista, etc, etc, etc...). Estou em novembro de 2017 e v
oltei aqui só pra complementar o post com essa passagem do livro que você ainda não conhecia em 2015:

"Ficaram parados a olhar-se. Lentamente, como se lhe fosse penoso arrancar-se desde o mais fundo do impossível, a estupefação desenhou-se no rosto de Antônio Claro, não no de Tertuliano Máximo Afonso, que já sabia o que vinha encontrar."

Aproveito pra dizer que esta mensagem que você escreveu aqui há mais de dois anos acaba de ser complementada com mais um daqueles nossos posts repetitivos, longos, prolixos, enfadonhos, cheios de prints, citações, autoindulgência, remorsos, culpas, hipocrisia, etc, etc, etc...

Se ainda tiver estômago pra isso, o caminho é esse aqui.

Aproveitando a oportunidade, pelo que me lembro, seu cabelo já está um pouco maior do que o normal nessa época e - por desinteresse, displicência e falta de amor próprio - você decidiu não fazer nada a respeito. Bom, te aviso que até hoje ele não foi cortado e continua tão horrivelmente péssimo quanto na época da faculdade. O problema é que eu não consigo cortar - por preguiça e em consideração a você, que aguentou as piores fases. Sendo assim, se for possível, livre-me do peso dessa decisão e procure um barbeiro agora mesmo. No que depender de mim, pode passar a máquina.


Ah, e não jogue no bicho ou aposte em cavalos pelos próximos dois anos. Todas as suas escolhas foram péssimas e você só perdeu dinheiro.

É isso. Bom revê-lo. Abraço, garoto, boa sorte pelos próximos dois anos.
}

domingo, 10 de maio de 2015

Trigodes

“As pessoas convencionais ficam furiosas com aquilo que se afasta da norma, principalmente, porque julgam tais desvios como uma crítica contra elas, mas perdoarão muitas excentricidades a quem se mostre tão simpático e amistoso que deixe claro, até para os mais idiotas, que não tem a intenção de criticá-las.”
(Bertrand Russell)
 
***

“Quando o ambiente é estúpido, cheio de preconceitos ou cruel, não estarmos em harmonia com ele é um mérito.”
(Bertrand Russell)

***
 
“A regra básica é que uma pessoa deve respeitar a opinião pública apenas o suficiente para não morrer de fome nem ir para a cadeia.”
(Bertrand Russell)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

I'll take the rain

"The rain come down, the rain come down."


"I used to think, as birds take wing,
they sing through life, so why can't we?"


"I'll walk alone
if given this
take wing, and celebrate the rain."
 "I'll take the rain, I'll take the raaaaaain
I'll take the raaaaaaaaaaaiiiiiiiiiinnnnnn."

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Superméin

Creio que um pouco de adrenalina não me faria mal.
Devo sair esta noite, sinto-me entediado.

- Babãe, lave já minha cuequinha vermelha!

- Mas você só tem cuecas vermelhas!

- Eu disse "JÁ", Babãe!

(Superman - Goldfinger)

"So here I am
Growing older all the time
Looking older all the time
Feeling younger in my mind
So here I am
Doing everything I can
Holdin on to what I am
Pretending I'm a superman"

terça-feira, 14 de abril de 2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Oh, soul of mine...

"I fight for you
My love is war"

E era pra ser uma canção simples de se entender...

(Dr. Dog - How Long Must I Wait)

"I walk with you everywhere I go
But it don't seem like you know
I sang your praise like an old songbird
But I don't suppose you heard"

***

"The Battle of Baltimore was a sea/land battle fought between British and American forces in the War of 1812. American forces repulsed sea and land invasions off the busy port city of Baltimore, Maryland, and killed the commander of the invading British forces."

(Wikipedia)

terça-feira, 31 de março de 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015

My Favorite Things

Quando o cachorro te rasga e quando a abelha te ferra, meu parceiro, aí, só as favorite things pra te salvar...

My Favorite Things - Richard Rodgers
(Arranjo: Masatoshi Taruishi)

***

Abaixo, quem fez direito:


Julie!
(...raindrops on roses and whiskers on kittens...)

***


John!
(...snowflakes that stay on my nose and eyelashes...)


Com direito a gif direto do coração:
(Coltrane-Machine!)

sábado, 14 de março de 2015

Me chamem Heathcliff!

Esse amor quase puro, esse amor semi-genuíno, esse amor patriótico-itinerante e - confesso - meio longitudinalmente macabro que experimentei pela primeira e única vez na vida, se deve a esta apresentação da Kate Bush:


Ou foram esses olhões esbugalhados com esse colorido incomum, ou essa expressividade magnética, ou essa falta de receio em fazer uma careta ao encarar o âmago de uma câmera, ou tudo isso junto, em contraste com a delicadeza dos traços, a suavidade da pele, a voz penetrante, enfim...

Soube naquele momento que seria para sempre apaixonado por aquela mulher.

Então percebi o lance cafona da planta artificial brotando de dentro do piano e aí foi demais pra mim. Nem precisava tanto. Foi o tiro de misericórdia. Caí como um pato.

Quis imediatamente ler "O Morro dos Ventos Uivantes" pra ao menos tentar entender o motivo de ela ter feito essa bela canção. Quis chegar mais perto, quis construir ardilosa e sorrateiramente algum assunto pro caso da minha improvável sorte de termos, em um dia chuvoso qualquer de novembro, um encontro fortuito em um desses pubs do mundo.

E assim fiz:


Mas, não contente em apenas ler, destaquei cada pequeno trecho. Algo e qualquer coisa significativa, importante pra mim, que pudesse ser usado no dia do nosso encontro.


Coisas bobas como essas:

“Eu nunca disse ‘meu amor’ verbalmente; mas, se o olhar tem uma linguagem, qualquer idiota adivinharia a veemência dos meus sentimentos.”

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“Miss Cathy jogou fora o Leme da Salvação e Heathcliff meteu o pé na primeira parte de O caminho da perdição!”

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“- Deixe-me entrar, deixe-me entrar!
- Vim para casa; perdi o caminho da charneca!”

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“Um homem sensato deve encontrar companhia suficiente em si mesmo.”

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“-Venha! Venha! – soluçava – Venha, Cathy. Mais uma vez! Querida do meu coração, ouça-me desta vez, Catherine, enfim!”

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“Como somos volúveis!”

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“Era uma criaturinha selvagem, rebelde – mas tinha o olhar mais lindo, o sorriso mais doce e os pés mais leves da paróquia.”

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“Vociferei pragas suficientes para aniquilar qualquer malvado em toda a cristandade.”

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“- Nelly, faça-me ficar decente! Vou ficar bonzinho.”

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“As pessoas orgulhosas alimentam pensamentos tristes.”

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“- O senhor não devia ficar na cama até as dez. A pessoa que não fez metade de seu trabalho até as dez horas, corre o risco de deixar a outra metade por fazer.”

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“[...] mas olha só para a folhinha naquela parede [...] – As cruzes marcam as tardes que você passou com os Linton, os pontos as que você passou comigo. Está vendo? Marquei todos os dias.
[...] – E qual a finalidade disso?
- Mostrar que eu prestei atenção – disse Heathcliff.”

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“E como seu pai pragueja docemente em sua solidão!”

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“...porque ele é mais eu mesma do que sou.”

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“[...] Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre em meu espírito, não como um prazer, do mesmo modo que não constituo sempre um prazer para mim própria, mas como meu próprio ser.”

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Essa felicidade terminou. No final de contas, todos nós temos de contar é conosco mesmo. Os bons e generosos são apenas mais sabiamente egoístas do que os dominadores. E aquilo terminou quando as circunstâncias levaram cada um a perceber que o interesse de um não era a principal consideração nos pensamentos do outro.”

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“Mas os dois se parecem muito: são crianças mimadas e pensam que o mundo foi feito para se acomodar a sua vontade, e, embora eu faça a vontade de ambos, acho que um bom castigo pode melhorá-los.”

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“- Você é como um cão comendo, Cathy, e não quer que ninguém seja amado, a não ser você!”

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“Tendo arrasado meu palácio, não construa uma choupana e, complacentemente, admire sua própria caridade de me dá-la para moradia.”

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“- Se não tem coragem de atacá-lo, peça-lhe desculpas ou se resigne a apanhar. Assim se corrigirá de fingir mais bravura que possui.”

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“Estou com medo de dormir. Meus sonhos me apavoram.”

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“Não ficarei ali sozinha: podem enterrar-me numa cova de 12 pés de fundura e pôr a igreja em cima de mim, mas não descansarei enquanto você não estiver comigo. Jamais!”

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“- Eu a obrigarei a uivar uma retratação!”

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“Não descubro qualquer sentimento que os que me rodeiam compartilhem comigo.”

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“...sentada em algo pior que a solidão...”

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“...toda a essência de loucura concentrada no mundo...”

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“...abismo do absurdo, da perfeita idiotice...”

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“Sei que fantasmas têm andado na terra. Sê sempre comigo... toma qualquer forma... empurra-me à loucura! Mas não me deixes neste abismo, onde não posso encontrar-te! Oh! Meu Deus! É indivisível! Não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!”

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“ O tempo trouxe a resignação e uma melancolia mais doce que a alegria comum.”

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“Um esperou e o outro desesperou: escolheram seus próprios destinos e foram devidamente sentenciados a enfrentá-los.”

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“Vestia suas roupas domingueiras com a fisionomia mais triste e hipocritamente santa.”

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“- Apenas ninguém mais deve ser bom para ele: sou zeloso em monopolizar seu afeto.”

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“...se eu lhe emprestasse os livros da biblioteca ele faria o que eu quisesse...”

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“Ele queria que tudo repousasse num êxtase de paz; eu queria que tudo reluzisse e dançasse num glorioso jubileu.”

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“...mas, enquanto eu continuar afetado de toda esperança e condenado à solidão ou à convivência com aqueles que não agem nem pensam de acordo comigo, como poderei ficar alegre e satisfeito?”

***

“- Não tem livros! – exclamei. – Como consegue viver aqui sem eles, desculpando-me a indiscrição? Embora disponha de uma grande biblioteca, sinto-me muito entediado na Granja; se me tirarem meus livros, ficaria desesperado!”

***

“...leia sua Bíblia como um cristão, e não se preocupe comigo.”

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“Um homem velho como eu não pode se acostumar com novidades!”

***

“...pois que há, para mim, que a ela não esteja ligado? E o que não me faz lembrá-la? Não posso baixar os olhos para este chão sem que suas feições se desenhem nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore, enchendo o céu à noite e divisada em todos os objetos de dia, estou cercado por sua imagem! As mais ordinárias fisionomias de homens e mulheres... minha própria fisionomia... escarnecem de mim com uma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de lembranças de que ela existiu e de que a perdi!”

***

“ – Juntos, são capazes de desafiar Satã e todas as suas legiões.”

***

Coisas assim.
Colecionei essas bobagens enquanto enlouquecia. Ou o contrário.
O fato é que enlouqueci.

Outra vez.

Ainda não tive a chance de dizer tudo isso pra ela, e, se tiver, nem sei se me lembraria de cada palavraMas gosto - ingenuamente - de crer que apenas seria suficiente me aproximar e dizer:

"-Call me Heathcliff, let have it, let me grab your soul."

Até lá, um pensamento bobo que fica é: "Como essa mulher capturou todas essas páginas em pouco mais de três minutos de letra e melodia?"

Não sei. Sinceramente, não sei.

E acho que é justamente daí que vem meu amor por ela.
Do desconhecido.

***

Pra quem aguentou até aqui, a cereja no topo do bolo:

(The Ukulele Orchestra of Great Britain)

"Heathcliff, it's me, I'm Cathy, I've come home
I'm so cold, let me in a your window"

domingo, 8 de março de 2015

"I feel the hope...

...running low."

"Water is all that survived that one."
(John Frusciante - Hope)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

É a última moda

"Ei! cuidado que cavalo não desce escada!
Eu subo, desço, paz e amor
Chuchuuuuuuuuu belezaaaaaa ahahahaha
Tomaaaaaaaaaate maravilha..."

"Quem já dançou sempre tem medo dos homens, baby!"

***

"Ainda bem que agora eu não tenho cabeça
Ame-me ou deixe-me em paz"

sábado, 31 de janeiro de 2015

Plataforma de lançamento

Eram os lavradores astronautas?

***

Em dez, nove, oito, sete, seis...

***
(Maurício Pereira - Estrelas)

"Cometas fulgurantes de latão
no meu telhado tem mais de um milhão"
[...]
"Lavradores que plantam planetas
vão lançando sementes de ilusão."

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Fever

Com uma febre de 220 volts, mas ainda aqui.
De volta.

***

"Fever, let me live a dream."
or
"Just go ahead and kill me."

sábado, 1 de novembro de 2014

You can call me Al


***

Aquele site bacaninha, que me diz o significado das músicas, avisou que o Paul Simon escreveu essa canção pro Chevy Chase. Na época, o Chevy estava em uma clínica de reabilitação para alcoólatras chamada Betty Ford Clinic. “Al” seria uma abreviatura para “alcoholic”. 

Daí: 

“I can call you Betty
And Betty, when you call me
You can call me Aaaaaaal-call!”


Eu tenho quatro morais pra essa história; 


1) Quando você coloca um cara meio baixinho ao lado de um cara meio gigante, o “meio gigante” parece “gigante pra caralho” e o “meio baixinho” parece uma “tampinha de garrafa”. 

2) Quando você faz isso, é porque os caras envolvidos estão pouco ligando pra esse tipo de matemática. 

3) Se você é bom o bastante pra colocar o Chevy Chase, fingindo que toca trompete e fazendo umas dancinhas ridículas – de joelhos e cotovelos - em um clipe seu, então você só pode ser o Paul Simon. 

4) “Férias frustradas em qualquer lugar” (Férias Frustradas; Férias Frustradas na Europa; Férias Frustradas no Natal; Férias Frustradas em Vegas e Hotel Hell Vacation) é mais do que uma sequência magnífica de filmes de comédia com o Chevy...

...é uma lição de vida.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Música Salva! (15) - Primeira Epístola Matemática

Enviado originalmente em 18/05/2013.


Por que escrever? Mais ainda: porque escrever ISSO?? Mais, mais ainda: por que escrever ISSO e ainda por cima ter a coragem - cara-de-pau - de clicar no botão enviar???

O motivo me foge, mas muito provavelmente é simples - como a maioria das coisas que não sabemos. Não sei o porquê, mas sei que é simples. E sei também da complexidade que envolve chegar a essa simplicidade. Muita matemática, álgebra e geometria envolvidas. Não que a matemática seja complexa. Na verdade, é o que de mais simples existe nesse imenso pequeno universo. Só que a questão não é o que ela é de fato, mas como a enxergamos. E sim, nós a enxergamos com olhos nublados, cheios de reservas, sempre complexando. Por isso me pego com tanta frequência, "nem tentando" achar o(s) motivo(s). E o "nem tentar" é algo viciante. Com o tempo, toma proporção e força gigantes. Se transforma em um dinossauro que engole sem mastigar. Mais precisamente, TE engole sem mastigar.

Por isso, eu tento não tentar "nem tentar". Ou pelo menos, tento "nem tentar" com menos frequência. Nem sempre dá resultado. Muitas vezes o dinossauro é mais rápido e quando menos percebo: nhac! É só bílis e suco gástrico. De dinossauro! E não é bom, eu garanto.

De vez em quando eu sou mais rápido e obtenho algum resultado, mas não significa que ele seja bom, de qualidade. Mas com a mesma frequência com que uma estrela entra pela sua janela às três da manhã pra te despertar e te convida pra um passeio noturno, eis que algo de razoável surge. E então você parece estar enganado ou iludido o bastante pra crer que valeu a pena "nem tentar" menos.

Mas o por quê disso tudo, isso eu não sei. Isso só a Matemática pode dizer. Porque só a Matemática é sincera o bastante. Só a Matemática salva. Só Ela cuida. Ela é simples e direta. Objetiva. O que é, é e o que não é, não é! Ponto final! Sem exceções, sem caprichos, sem regras mal entendidas, entrelinhas ou cláusulas em letras miúdas. Sem mudanças de plano abruptas.

E porque a Matemática se preocupa tanto conosco, ela enviou uma filha pra representá-la na Terra e nos salvar. O nome dessa filha é Música! E irmãos, eu falo por experiência própria: a Música salva!

Talvez porque ela tenha me salvado tantas vezes e me salve a cada dia eu ainda me esforce pra ser um profeta agradecido. Professando suas glórias e milagres pessoalmente e através de epístolas. Dou boas novas à uns Coríntios aqui, à uns Tessalonicenses acolá.

Mas claro que essa seria a explicação mais bonita. Não é totalmente verdade. Tem também o narcisismo. E sem querer fazer trocadilho, esse é o lado feio da história. Aquele vermezinho chamado Ego que, quando quer, consegue engolir qualquer dinossauro. Sem tempero e à seco. Sem nem mesmo um copo d'água. Eu odeio o meu Ego. Mas eu não sobreviveria sem ele. É um mal necessário. Talvez uma habilidade poderosa que a Matemática nos conferiu por uma questão de auto-preservação. É um mecanismo de defesa - e também de ataque - tão importante quanto as unhas e os dentes. Só se preocupa em sobreviver quem tem um mínimo de Ego. O Ego é o que alguns "hipocritinhas" tentaram - até com certo sucesso, admito - transformar em "amor próprio" ou "auto-estima". São termos não-matemáticos pra fazer uma coisa parecer outra, mais palatável.

Unindo os pensamentos, posso dizer que só faz música - ou qualquer forma de arte - quem tem o Ego suficientemente grande para crer que aquilo que se tem internalizado é tão importante que merece ser colocado pra fora pra ser visto/ouvido/sentido por outras pessoas. E essa é a forma mais pornográfica que existe de se mostrar. Dá vergonha, e a vontade do "nem tentar".

Então temos a Matemática, a Música e o Ego: Mãe, Filha e Espírito Santo. Essa Trindade reunida pra nos salvar. Mas sobre isso eu não posso falar mais. É uma questão de fé! Fé-matemática, claro! Um + um + um = três. A Divina Trindade.

Me perdi bastante pra acabar admitindo mais uma vez que eu não sei o porquê disso tudo. Não tenho ideia. Mas entre dinossauros, estrelas matutinas, epístolas sem nexo, teoremas vários, uma tremenda cara-de-pau e muita falta de coisa melhor pra fazer, eu sei que preciso enviar essas mensagens porque tenho uma fé-egoica-matemática de que a Música salva.

O "Música Para Os Ouvidos" se transforma a partir de agora em "Música Salva!". A contagem continua, claro, por uma questão MATEMÁTICA!

O Ego passa de vilão a bom-moço desde que praticado com moderação. Afinal, não é porque temos unhas e dentes que saímos gratuitamente arranhando e mordendo pessoas pelas ruas. A mesma lógica deve valer no caso do Ego. Viram?! LÓGICA! MATEMÁTICA!

Sinto que não era só isso, mas por hoje não há mais tempo.

Mais sobre esses e outros assuntos triviais, nas próximas epístolas.

E simples mesmo teria sido dizer toda essa baboseira acima em umas poucas palavras.

Assim, por exemplo:

"Tardei, tardei, tardei, mas cheguei.
Enfim."


Tardei - Rodrigo Amarante
Álbum: Cavalo

Obrigado aos que chegaram até aqui, junto comigo. Enfim.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Pintou um tubarão...

"Cozinhar é igual aprender a nadar. Tá entendendo?
Você não vai pegar e já sair nadando borboleta. Ou golfinho - a mesma coisa.
Você já viu alguém fugindo de tubarão e nadando borboleta? Hein?! 

'- Olha o tubarão!'

'- Vai afundar... vamos para... a cidade... estou vendo o cais do porto... vamos crianças...'

NEM O CAPITÃO MARVEL, MEU QUERIDO!
NEM O CAPITÃO MARVEL!

Então, nunca fuja de tubarão.
Pintou um tubarão?!

Vai no crawl."

Mestre Tiefenthaler

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

De repente, trinta

"Everybody's wishing me...

...a happy birthday."

"A phone call my telephone.
   I can tell I have some mail."