quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

animAL

Al

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1)










"He can't be any other way."

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2)




"...you know, he wants to destroy it."

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3)






"Something, anything!
I don't wanna climb up the fucking stairs to find out that you're not there!"

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4)


"Well, don't worry about that, you know...
All that stuff is supposed to coheres eventually, no?"

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5)





"Don't leave."

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Confiamos, Al, é claro que confiamos.

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"Ramoooooooooonaaaaa!!!"

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Rum


“...um tipo de compreensão tênue de que neste ramo toda conversa é fiada e de que um homem certo do que quer tem pouco tempo para atingir seu objetivo e não pode se dar ao luxo de ficar se explicando.”

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“'Feliz', murmurei, tentando definir aquela palavra. Mas essa é uma daquelas palavras que nunca consegui entender direito, assim como Amor. Muitas pessoas que trabalham com palavras não confiam muito nelas, e não sou exceção – especialmente quando se trata de palavras grandiosas, como Feliz, Amor, Honesto e Forte. São palavras fugidias, relativas demais quando comparadas a palavrinhas afiadas e maldosas como Marginal, Vagabundo e Charlatão. Com essas me sentia em casa, porque são mirradas e fáceis de definir, mas as grandiosas são difíceis. Você precisa ser um sacerdote ou um tolo para usá-las com alguma segurança.”

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“Era isso que eu repetia a mim mesmo naquelas tardes quentes de San Juan, quando estava com trinta anos, e minha camisa molhada de suor grudava nas costas. Me sentia no topo de uma espécie de auge solitário, com meus tempos de irresponsável encerrados e nada além de decadência à minha espera. Era uma época lúgubre. Minha visão fatalista de Yeamon não era exatamente uma convicção, mas uma necessidade. Se concedesse a ele um mínimo de otimismo, precisaria admitir diversas coisas infelizes a meu respeito.”

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“Mas sabia estar chegando a um ponto em que precisaria tomar uma decisão a respeito de Porto Rico. Já estava ali havia três meses, mas pareciam três semanas. Até então, nada surgira de concreto, nenhum dos prós e contras genuínos que apareciam em outros lugares. Por todo o tempo em que estivera em San Juan, amaldiçoara a cidade sem realmente desgostar dela. Senti que mais cedo ou mais tarde enxergaria aquela terceira dimensão, aquela profundidade que torna uma cidade verdadeira, e que você nunca enxerga até morar nela por algum tempo. Mas quanto mais tempo eu ficava por lá, mais suspeitava de que pela primeira vez na vida, estava em um lugar onde tal dimensão não existia, ou ao menos era nebulosa demais para fazer qualquer diferença.”

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“Ali o sol não me incomodava. Parecia combinar com as quadras de saibro, o gim e a bolinha branca zunindo de um lado para o outro. Lembrei de outras quadras de tênis e de um tempo quase esquecido, cheio de sol, gim e pessoas que nunca mais veria porque não conseguíamos mais conversar sem parecer entediantes ou frustrados. Fiquei ali sentado na tribuna, escutando o ruído da bolinha felpuda e sabendo que aquilo nunca mais soaria como nos tempos em que eu sabia quem estava jogando e me importava com isso.”

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“Era uma sensação estranha, e não falei muito pelo resto da noite. Fiquei apenas ali, sentado e bebendo, tentando decidir se estava ficando velho e sábio ou apenas velho e nada mais.”

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“O que mais me perturbava era o fato de na verdade eu não querer ir à América do Sul. Não queria ir a lugar nenhum. Ainda assim, quando Yeamon falava em ir a outro lugar, eu me empolgava. Conseguia me enxergar desembarcando na Martinica e explorando a cidade em busca de um hotel barato. Conseguia me ver em Caracas, em Bogotá e no Rio de Janeiro, fazendo de tudo para me virar. Eram mundos que eu não conhecia, mas sabia ser capaz de lidar com eles, porque afinal de contas eu era um campeão.
Mas tudo isso não passava de masturbação mental. No fundo, sabia que não desejava nada mais do que uma cama limpa, um quarto iluminado e algo de concreto que eu pudesse chamar de meu, até que ficasse cansado. No fundo da minha mente, pairava uma suspeita terrível de que eu finalmente superara uma fase. O pior é que não me sentia nem um pouco mal com isso, apenas cansado e um tanto confortavelmente distante.”

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“Não estou fazendo planos”, respondi. “Vou chegar lá e ver o que acontece... uma boa e saudável bebedeira para relaxar um pouco.”

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“Santa Maria mãe de Deus, pensei. Estávamos no Texas?”

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“Alguma espécie de repuxo demoníaco que me arrastava em outra direção – rumo à anarquia, à pobreza e à loucura.”

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“Era perfeitamente capaz de fazer algo anormal e irregular, mas isso precisaria ser planejado com alguma antecedência.”

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“Sobrevivência por coordenação, por assim dizer. A corrida não foi feita para os ligeiros, nem a batalha para os fortes, mas para quem consegue antevê-las e escapar a tempo, como um sapo de brejo fugindo de uma cacetada.”

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“As delicadas ilusões que nos ajudam a levar a vida adiante têm um limite de abuso...”

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“Passei as horas seguintes lendo The Nigger of the Narcissus e fazendo anotações para minha matéria sobre a Ascensão e Queda do San Juan Daily News. Estava me sentindo muito capaz, mas ler o prólogo de Conrad me deixou tão assustado que abandonei qualquer esperança de um dia ser alguma coisa além de um fracasso...”

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(Hunter S. Thompson - Rum: Diário de um jornalista bêbado)

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ela disse que eu pareço estar OK


"Went to my doctor yesterday..."


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"What's wrong sweet boy what's wrong?"


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Paul Simon - Run That Body Down (1972)


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"Now, who you foolin?"

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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

The Peon and the Red Rose

Again: lick my decals off, baby.


Captain Beefheart & The Magic Band - Peon
Álbum: Lick my decals off baby (1970)

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Captain Beefheart & The Magic Band - One Red Rose That I Mean
Álbum: Lick my decals off baby (1970)

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Hey, baby, I said "lick".

domingo, 28 de janeiro de 2018

A good two dollar broom

"I gotta keep on sweepin' 'n sweepiiiiiiiiiiiiin'"

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Captain Beefheart & The Magic Band - The Buggy Boogie Woogie
Álbum: Lick my decals off baby (1970)

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"...and still too many feet..."

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Invasor de quintais. 1.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Yellow Days

Taí um disco pra se recomendar.
Taí um disco.

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1. Porque tudo o que é físico é transitório e a única coisa que não é transitória no homem é sua própria alma. E porque há sempre uma maneira de falar sobre algo fazendo isso soar terrível, assim como há uma maneira de falar sobre esta mesma coisa fazendo-a soar excelente.

"We can do all kinds of physical things trying to find that peace that the world is seeking. But it will still be elusive, because everything that is physical it is transitory and the only thing that is not transitory in man is his own soul."

 I've Been Thinking Too Hard - Yellow Days (2017)


"Now, you see if you want to live in a way that always is saying '- I think that life is disgusting' supposing you want to deny being, or that uh, people who hum, like music, are just a bunch of idiots, who sit around and go out of there minds listening to a lot of complicated noises. See there's always a way to go talking about something to make it sound terrible. Equally there is a way of talking about something to make it sound great. Now what do you want to do? Do you want to live your life in such a way that you're always saying to it, '- hmm, hmm..., yeaaaaaahhhh'. You want to... is that a good way to conduct things? Or do you want to live your life in such a way that you, you, you say, '- C'mon, let's go!' You see!? '- Let's, let's, let's..., let's swing this thing'.

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2. Porque às vezes você espera que as coisas aconteçam de uma forma magnífica, mas as coisas nem sempre acontecem da forma que esperamos.

"- Oh, what's the use of trying? All you get is grades like that."

"- Howard there's a very familiar pattern of behavior there. Sometimes we expect great things. Things can't always work out the way we expect. When we're severely disappointed, we become emotionally upset. Well let me try to give you an example of this pattern of emotional upsets:"

You say you're tired and I understand
Cause you're my woman and I'm your man.

Tired - Yellow Days (2017)

"Now, dreaming, together with realistic planning, can be very fruitful. But John's dream was not realistic. He expected perfection on his very first try. Naturally..."

You say you're tired and I understand
Cause you're my woman and I'm your man.

"- John's so disappointed that he suffered an emotional upset. He raged and stormed."
"- But that's so childish!"
"- Yes, it was an infantile reaction, and of course, you wouldn't react that way would you?"
"- Oh, no, that's silly!"
"- But you might feel that way."

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Difícil acreditar que essa voz vem de dentro de um menino de 18 anos, né?!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Soldier


"...peacefully..."

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Música: Soldier of Love
Autores: Buzz Cason and Tony Moon (1962)

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"...a soldier of love that's hard to beat..."

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Little Black Submarines

"Operator, please..."

Música: Little Black Submarines
Banda: The Black Keys
Álbum: El Camino (2011)

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El Camino

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"Told my girl I'd be back
Operator, please..."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Música Salva! (32) - Elevator to the moon


Originalta.

Imitações são baratas, mas não resolvem o problema at all.
Se os planos envolvem enquadrar a estratosfera no retrovisor, então é prudente que o motorista seja um astronauta graduado.
Ou que, no mínimo, tenha aquela licença provisória de ascensorista faixa amarela que a NASA entrega pra gente depois do primeiro módulo do curso.
E não sou eu quem diz isso, não, é a sabedoria popular.

Por aqui o brevê tá em dia, garanto.

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Guster!

Guster - Satellite
Álbum: Ganging up on the sun (2006)

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"Shining like a work of art
Hanging on a wall of stars
Are you what I think you are?"

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"Elevator to the moon
Whistling our favorite tune"

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"Maybe you will always be
Just a little out of reach"

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Salva, música, do your job!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Música Salva! (31) - Change of Heart of Gold

Esse Neil é um cara foda mesmo!

Sei que é uma declaração redundante (um dos sinônimos de "Neil Young" no dicionário é justamente "cara foda") mas é difícil evitar, desculpe.
E por mais que já sejam inúmeros os motivos pra se repetir isso, ele sempre aparece com novas razões que te fazem querer proclamar uma vez mais, em alto e bom som:

"O Neil é foda!"

Hoje temos mais duas belas razões para fazermos isso.

A princípio, essa mensagem seria somente sobre a primeira delas, o novo disco com o Promise of the Real que ele liberou anteontem, no primeiro dia do mês:
"The Visitor".

É que ver um cara com uma história longa e rica como a dele - o cara tem 72 anos, meu chapa! - tendo vontade de continuar produzindo sem parar é uma coisa que me alegra muito.
(Pois é, eu fico alegre de vez em quando.)

Bom, ontem escutei esse disco algumas vezes.
Estava ouvindo novamente agora há pouco e senti vontade de indicá-lo aqui.
Boas músicas, boas letras, enfim, mais redundância (é o Neil, pô!).

A segunda e majestosa razão, que me vi mais do que obrigado a divulgar, é o site que ele acabou de lançar, que abriga toda a sua discografia.
 (Eu disse "toda"!)  
E de graça.*

[*Uma importante correção aqui. Depois vi no FAQ do site que o acesso será gratuito por um período limitado, aparentemente, até 30 junho de 2018. A partir daí, haverá uma espécie de assinatura para aqueles que queiram continuar explorando os arquivos. O valor ainda não está definido e dependerá da quantidade de pessoas interessadas no conteúdo, ou seja, quanto mais pessoas tiverem o interesse em acessar os arquivos até esta data, mais barato será. De todo modo, no pior cenário, você tem ainda sete meses pra entrar lá, de graça, e ouvir qualquer música de qualquer disco quantas vezes quiser.]

O site é exageradamente bem feito, um verdadeiro e minucioso documento da história do Neil, com todas as canções, letras, fichas técnicas, etc, etc, etc.
Fora toda a riqueza de detalhes do layout que tornam a experiência ainda mais especial.
Dá pra ficar perdido ali navegando por horas e horas, clicando nas gavetas, pastas, arquivos....
E tem até um tutorial-mensagem-de-boas-vindas em que o próprio Neil vai te mostrando como o site funciona.

Bom, vá lá conferir, deixa de preguiça.
O caminho é esse aqui:

Pode clicar sem dó que vale a pena.
E já adiciona aos favoritos, porque não dá pra ver tudo de uma vez. É um trabalho que merece várias visitas, vários passeios. Dá até pra tirar férias e viajar pra lá.
Até porque, a ideia é que os arquivos sejam constantemente atualizados, na medida em que ele for liberando material novo.
E, alegria, alegria: o cara não para!

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Voltando agora ao disco, "The Visitor", já que esse é um "Música Salva!", entre as minhas preferidas vou destacar a simples e doce Change of Heart,

"I'm your fresh beer
So drink me up"

 e a divertida Carnival:

"And looked at the barrel at Evel Knievel's great Grandfather
CARNIVAL, CARNIVAL, CARNIVAL, CARNIVAL."

Mas há outras ótimas músicas nesse disco.
E, por gratidão pelo presente, e pra prestigiar a magnífica ideia do site e seu excelente resultado, pela primeira vez, não vou colocar nenhum link direto das músicas.
Dê um pulo lá nos arquivos do Neil, escuta lá.

O cara é foda.

;)


Coração de Ouro.

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De quando o Neil passou por aqui antes (há tempos atrás):
Caderno de Brincar - 10

"Hey, Neil, homem velho, será que você tem tantas angústias quanto eu? 
Tchu-ru-ru.
Hey, Neil, homem sério, apenas queria trocar uma ideia com você. Tchu-ru-ru.
Das vezes que te vi, prestei atenção.
Teu olhar profundo, tua carga calma."
(Cidadão Instigado)

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Te amo, Neil.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Música Salva! (30) - Trane e o amor supremo

Chasing Trane.

"And at least when he's playing,
he is the master of his soul."

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"And he left some heaven behind."

Mais do que isso.
Deixou um amor supremo.

John Coltrane
A Love Supreme (1965)


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O amor supremo dividido em quatro partes essenciais.
Mas pode escutar inteiro que eu garanto uma das formas mais belamente bonitas de se empregar 32 minutos e 48 segundos na vida.

E se ao fim do salmo não estiver com lágrima nos olhos, aí...
...bom, aí eu não sei o que receitar, não sei mesmo.

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De quando o Trane passou por aqui antes: