terça-feira, 15 de abril de 2014

Caderno da Lua - 10

Newton's First Law of Motion
"A body in motion tends to stay in motion unless acted on by an outside force."
***
Um corpo é só um corpo.
Newton é poesia.
 *** 
"The body stays
And then the body moves on."
 

sexta-feira, 14 de março de 2014

S-ex-us (Caderno TRansiTório - 02)

Participação especial: Bolas de Algodão Sussex (50g)
***
"Sussa, sussinha, sussê sassai tá sossegado ô su sô seu só seu."
(Tom "Rei" Zé)

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Shadows Collide with People"

O Pedro Pan era um garoto muito, mas muito distraído.
Um dia, saiu pra dar um rolêzinho e perdeu a própria sombra.
Por sorte, havia essa amiga, a Wendy, que teve a boa
ideia de costurar a sombra no pé dele.
Pelo que se tem notícia, desde então, não houve mais nenhum
comunicado de sombra desaparecida nos noticiários locais.

Todos viveram bem.

***

Volta e meia, a gente também incorre no erro de esquecer, mas o fato é que até mesmo
AS SOMBRAS SÃO.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Eleotero (Caderno TRansiTório - 01)

Eleotero
 
O Eleotero foi um dos doze deuses olímpicos. Bem, era pra ter sido.

Ele era o deus da limpeza dos peixes e tinha o poder mítico do avental. Quando o prato do dia era peixe – o que acontecia com certa frequência – o Eleotero ia pra cantina do Olimpo e ficava lá o dia todo, encarregado de abrir e limpar os bichinhos. Mas, embora fosse excelente ao desempenhar essa função, mantendo seu avental sempre impecável, o Eleotero não gostava muito de limpar peixe não. Ele preferia gastar seu tempo nos inferninhos 24 horas que existiam no sopé do monte.

A verdade é que ele se sentia muito mal em relação ao seu “dom”. Tinha vergonha. Pra ser bem preciso, o Eleotero se sentia um deusinho de merda. Queria ser bacana, tipo o Hefesto, deus do fogo e da metalurgia ou tipo o Poseidon, deus dos mares e das tempestades. Enfim, uma coisa legal, que chamasse a atenção das mulheres.

Então, com o tempo, desmotivado com seus poderes e com as condições de trabalho, o Eleotero começou a passar cada vez mais tempo nos inferninhos e se esqueceu de suas obrigações. Os deuses ficaram irritadinhos porque estavam comendo apenas vegetais no almoço e na janta, sete dias por semana.

- Cadê o Eleotero? – bradou o Zeus, um dia, muito bravo, batendo com o garfo na mesa e cuspindo um pedaço de nabo mal mastigado pelo canto da boca.

- Está nos inferninhos com o Hades. Agora ele só vive por lá, querido. – disse a Hera, do auto de sua dignidade conjugal, enquanto limpava com um guardanapo a barba do marido e também irmão – pois é, entre eles, os deuses são bem liberais.         

Então o Zeus ficou puto e reuniu, à surdina, os outros deuses pra eles declararem a vacância da cadeira do Eleotero no panteão. Na reunião, eles decretaram abandono de emprego com base nas leis do MMTPPG – Ministério Mítico do Trabalho e dos Poderes do Panteão Grego.

Na manhã seguinte, o Eleotero voltou pro Olimpo, levemente alterado, e foi recebido, ainda no portão, pelo Apolo e pelo Zeus, que disseram que ele não fazia mais parte daquele “seleto clã”.

O Eleotero disse assim:

- Vocês não podem fazer isso comigo, seus canalhas! Eu tenho o poder do avental, estão me ouvindo?! Eu não sou qualquer um! Eu sou um exímio limpador de peixes!

Mas o Zeus e o Apolo estavam irredutíveis.

- Saia daqui, seu ébrio habitual! – disse o Zeus, atirando com fúria um cesto de nabos recém-colhidos na direção do Eleotero.

Mas o Eleotero conseguiu escapar da pancada cambaleando bebadamente e isso deixou o Zeus ainda mais puto. Ele fez um sinal pro seu queridinho, o Apolo, que segurou os braços do Eleotero para trás, pro Zeus poder dar uns murros na barriga dele.

Mas acontece que, durante a noite, o Eleotero tinha bebido quase um litro de vodca, meia garrafa de uísque - sem gelo, puro malte -, além de nove shotzinhos de tequila, e foi obrigado a vomitar pra todo lado. No entanto, não se sujou, porque estava usando o seu avental divino. Já o Zeus e o Apolo, bem, eles se deram muito mal.

Aí o Zeus, como punição – porque ele era cheio de fazer essas maldades com as pessoas que cometiam erros – arrancou o nariz do Eleotero e pregou no lugar uma cauda de peixe, para que, eternamente – os deuses gostam muito dessa palavra -, ele sentisse o cheiro cru do animal e se lembrasse do quão temerário tinha sido quanto às suas obrigações laborais.

Nesse momento o Eleotero percebeu que não adiantava recorrer da decisão e disse apenas aquela frase complexa e bem elaborada que muitos utilizam quando perdem algo importante por agir de forma displicente:

“- Ah, eu nem queria mesmo...”

Deu de ombros e foi embora.

Fim.

***

Nota do Ficcionista: O Eleotero jamais foi visto novamente e os outros deuses riscaram o nome dele de todos os anais e alfarrábios referentes ao panteão grego. E é por isso que nunca o vemos incluído em nenhuma lista desse tipo. Mais tarde, alguns estudiosos do assunto atribuíram também ao deus Eleotero a divindade dos navios naufragados, da demissão por justa causa, dos peixes bluegill, e da rinoplastia. Há também uma corrente – minoritária, registre-se – que afirma que ele é também o deus da sardinha em lata (mas apenas daquele tipo que já vem temperado com limão). Outros relatos, colhidos ao longo de eras, apontam para o fato de que, após ser expulso do Olimpo, o Eleotero atravessou o Mar Egeu e o Mar Mediterrâneo em uma modesta jangadinha e acabou se tornando um respeitável sushiman em uma província do litoral israelense. Mas esse assunto é controverso ainda hoje, alguns anos depois.

E se você leu esse texto até o fim: mil desculpas.

“Até mais, e obrigado pelos peixes!”

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dor Elegante

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Como se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios édens analgésicos
Não me toquem nessa dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra


(Paulo Leminski)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Caderno da lua - 09

Sem pena
"Quando eu for eu vou sem pena, pena vai ter quem ficar."
(Paulo Vanzolini)
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"Adestrai-vos e conquistai força física e moral."
(Olavo Bilac)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Caderno da lua - 08

Owl my fault
"Erros são os portais da descoberta."
Errei tanto, mas tanto, que acabei descobrindo que isso está errado.
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"Não tema os erros. Eles não existem."
(Miles Davis)

domingo, 22 de dezembro de 2013

Então isso não é talento?!

Nitsc, nitsc... esses ficcionistas...
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"Tim está em sua atuação mais brilhante!"
(L.A. Weekly)
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"O melhor filme desde 'Querida, encolhi as crianças'."
(New York Times)
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"Magnífico!"
(New Yorker)
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"O filme do ano."
(Times)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Caderno da lua - 07

Tucson, Arizona
Jo Jo era um homem que pensava ser solitário
Mas ele sabia que isso não duraria
Deixou sua casa em Tucson, Arizona
Por um pouco de grama da Califórnia
***
"Get back, get back, get back to where you once belonged."
***
De volta, Jo Jo...
Go home!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Itajaí

Mão inglesa.

Caderno de brincar - 20

Vinte
(Segundo ele, que fique bem claro.)

Caderno da lua - 06

Cometa Razão!
Peter Higgs, descobridor do Cometa Razão, que pode ser visto de um lugar muito específico da Terra a cada 50 anos.
***
"Deixe a razão para os fracos. Eu provei a verdade e é só o que importa."

TRansiTando

TRansiTando

sábado, 29 de junho de 2013

HOMEM PURO X PURO HOMEM

"Que bom que eu não tinha um revólver.
Quem ama mata mais com bala que com flecha."
***
"Nessas telas, nessas bagatelas..."

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Caderno da lua - 05

"Os cães ladram e a caravana passa."
Não importa quão altos sejam os latidos.
Mas um cão foi feito pra latir e uma caravana foi feita pra passar.
Tudo em ordem, então.

Rainbow-eggs

Vovô viu o ovo.

1984

O Ficcionista: 
desde 1984, envelhecendo grãos selecionados de gratidão em banho-maria.
É, bancando o ingrato, mesmo. Como quiser.

Obrigado.

sábado, 6 de abril de 2013

Caderno de brincar - 19

Dezenove
(A Jóia do Reino.)
"O general que avança sem desejar fama e que recua sem temer o descrédito, cujo único pensamento é proteger o seu país e prestar um bom serviço ao soberano, é a jóia do reino."

Caderno da lua - 04

"O astronauta ao menos
viu que a Terra é toda azul, amor."

sábado, 23 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Caderno da lua - 03

Respect!
O sol é o astro rei e o leão é o rei da selva. 
Uma juba de raios UV confere ao seu respectivo dono o maior montante de respeito reunido em toda a Terra.

domingo, 10 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

Retrato do artista quando jovem

Essa era pro crachá!

Caderno de brincar - 18

Dezoito
("Abelha, carneirinho...
Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio
Vi o sapo na lagoa, entre nessa que é boa

Fiz zunzum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum.")

Fiz zum zum e pronto!

É dos Novos Baianos, mas essa versão também é boa:

Caderno da lua - 02

Halley!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Construção

"Quanto tempo duram as obras?
Tanto quanto o preciso para ficarem prontas."

(Bertolt Brecht)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Just a little weird

De vez em quando você precisa secar as mãos depois de usar o banheiro e não tem nenhum papel lá. Até aí tudo bem. Mas nesse dia foi um pouco diferente. O que devia ser apenas o compartimento de colocar a toalha de papel, na verdade era Enslin, um ator de teatro. Um ótimo ator, segundo ele próprio e conforme eu mesmo pude comprovar. Ele imitou um pouco o Joe Pesci em “Os Bons Companheiros”. Achei muito parecido. Depois me contou uma piada - muito engraçada - que tinha a ver com um cavalo tomando um sundae em uma praia da Guatemala. Rimos muito, ambos. Eu, porque realmente estava achando graça; ele, por ser um ótimo ator. Um ator sem papel, só isso, mas um ótimo ator. Apenas sem papel, but great!

“Funny how? I mean, funny like I'm a clown? What fuck is so funny about me? Tell me. Tell me what's funny."


(Um grande abraço ao Enslin. E ao Joe Pesci).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A pleasure

Esta pintura rupestre, datada do período Paleolítico Superior (40.000 a.C.), revela que houve um momento na história da humanidade em que as pessoas se cumprimentavam trocando toques nos órgãos genitais. Daí surgiram expressões como:

"-É um prazer conhecê-lo."

e 
"-O prazer é todo meu!" 

De fato, naquela época, conhecer alguém era um prazer.
Literalmente.