quarta-feira, 1 de abril de 2020

Música Salva! (35) Você e suas mentiras vão pra...


...1º de abril.

Música: Mentiras do Brasil
Compositor: Gabriel o Pensador
Álbum: Ainda é só o começo (1995)

***

"Era uma vez duas criancinhas
Um mundo do faz de conta era onde eles viviam
Seus nomes eram José e Maria
E verde e amarelo era a bandeira que vestiam
Queriam viver com felicidade mas pra isso era preciso saber sempre a verdade
Os adultos hipócritas provocavam sua ira
Pois quem é puro não gosta de conviver com a mentira
Mas Zezinho e Maria eram puros porém sabidos
Deixavam tapados um dos lados de seus ouvidos
Pra não entrar por aqui e sair por ali
O que escutavam e achavam importante refletir
E na TV as histórias que os adultos contavam
Eles gostavam de ver
Mas nem sempre acreditavam
Se revoltavam vendo coisas que até cego já viu
E resolveram fazer uma lista com...

As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)

E uma mentira absurda encabeçava o rol:
Deus é brasileiro... (Só se for no futebol!)
Certas frases conhecidas são mentiras e ninguém nega
(por exemplo?) "A justiça é cega!"
Quem prega isso é canalha (psh! Não espalha)
Porque aqui a justiça tarda... E falha!
E o Zezinho gargalha com outra mentira boçal
(qual?) "O brasileiro é cordial" aha!
Mas que gracinha, imagina se não fosse!
Se o brasileiro é amável, Adolf Hitler é um doce
Porque a lei de Gérson é o nosso evangelho
Todos querem se dar bem e não se respeita nem os velhos
Dizem também que o pobre é malandro
Mas o povão tá só ralando e quem tá armando são os grandes empresários e empreiteiros
Mas até hoje só prenderam o PC e os bicheiros
No país da impunidade tudo é contraditório
Deixam o resto em liberdade em troca de um simples bode expiatório
Que situação patética
É real ou ilusório o processo de restauração da ética?
Será que é boato? Zezinho e Maria perguntavam
E enquanto isso anotavam...

As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)

Mentira tem perna curta e se desmente facilmente
Zezinho estava em frente a uma loura linda e inteligente
E tem gente que diz que toda mulher bonita é burra
Quem acredita merece uma surra
Dizem que o bebê vem da cegonha
E que cresce pelo mão se bater uma bronha
Mas o pequeno Zé não acreditava
E se crescesse ele raspava
A lista de mentiras aumentava:
Comunista come criancinha, Aids é doença de gay
"Mentira!" (seu comunista, bota camisinha!)
Mariazinha ficou mocinha e descobriu que era caôôôô
Que só existia sexo com amor
Aprendeu a falar inglês e viu que não é só filme brasileiro que tem muito palavrão
Pois foi no cinema e ouviu tudo o que eles cortam na legenda e na dublagem da televisão
Queriam as verdades sem cortes
Queria liberdade
Queriam independência ou morte
Perguntaram ao fantasma de Cabral a história real entre Brasil e Portugal:
"Não foi sem querer que descobrimos vosso país
Nós portugueses não somos burros como se diz!"
Outra piada que não era nada séria era que a seca do Nordeste era a culpada da miséria
Desculpa esfarrapada puro blá, blá, blá...
Pois se os políticos quisessem eles faziam o sertão virar mar!
Tem também a lenda eterna da falta de verbas
As moscas mudam mas é sempre a mesma merda...
E a lista continua sem parar
Com mentiras que o Pinóquio teria vergonha de contar

As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)

Diziam que o Brasil é o país do futuro
Mas eles viram que o melhor era viver o presente
Zezinho e Maria decidiram mostrar pra todo mundo que é mentira que o Brasil não vai pra frente!
Eram crianças
Tinham muita esperança
Mas não queriam esperar pois quem espera nunca alcança
Acharam nojento todo aquele fingimento
E começaram a ficar violentos
(O brasileiro tá cansado de ser enganado
Daqui pra frente os mentirosos serão enforcados)
E começaram assim uma revolução
Controlaram todos os meios de comunicação
E revelaram sua lista com as milhões de mentiras
Que atrasavam a ordem e o progresso da nação
Só tinham uma saída pro país
Acabar com as mentiras pela raiz
E como toda revolução deixa cicatriz
O sangue jorrou feito um chafariz
Foi uma vitória do povo e no final da conquista
Zezinho e Maria puseram fogo na lista das...

As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)
As maiores mentiras do Brasil
Vocês e suas mentiras vão pra... (primeiro de abril!)

E ao voltarem pra casa encontraram seu pai emocionado por tudo que eles tinham aprontado
Uma nova era tinha começado e não era à toa que os olhos do coroa estavam encharcados
Uma lágrima desceu e Zezinho percebeu que descobria mais uma mentira nessa hora...
Homem também chora."

***

Então você, suas mentiras e os burrões que fingem que acreditam vão todos pra...
...1º de abril!

domingo, 29 de março de 2020

El Cóndor e Rae


Para quando pudermos.

Música: El Cóndor Pasa
Simon and Garfunkel version
Álbum: Bridge over Troubled Water (1970)

***


Como um cisne, um condor, um pardal ou como uma garça-branca.
Não importa.
"...that's here and gone..."

***

"Um voo de um pássaro no céu, um instante depois que ele passou, não tem rastro nenhum. Nós deixamos rastro demais e toda cultura que deixa rastros é insustentável."

(Ailton Krenak, em entrevista ao Jornal Correio)

***

Sobre o longe:

"Podem os quilômetros separar-nos realmente dos amigos?
Se quer estar com Rae, já não está lá?"

[...]

“Presentes de lata de vidro amassam e quebram num dia, somem para sempre.
Mas eu tenho um presente melhor para você. É um anel para você usar. Cintila com uma luz especial e não pode ser tirado por ninguém, não pode ser destruído. Somente você, no mundo inteiro, pode ver o anel que lhe dou hoje, como fui o único que pude vê-lo quando era meu. O anel lhe dá um novo poder. Usando-o, você pode alçar vôo nas asas de todos os pássaros que voam. Pode ver através dos olhos dourados deles, pode tocar o vento que passa por suas penas macias, pode conhecer a alegria de se elevar muito acima do mundo e suas preocupações. Pode permanecer no céu por tanto tempo quanto quiser, através da noite, pelo nascer do sol; e quando sentir vontade de outra vez descer, suas perguntas terão respostas, suas preocupações terão acabado. Como tudo o que não pode ser tocado com a mão nem visto com o olho, seu presente se torna mais forte à medida que o usa. Mais tarde, porém, se usá-lo bem, vai funcionar com pássaros que não pode ver, até que finalmente acabará descobrindo que não precisa de anel nem de pássaro para voar sozinho acima da quietude das nuvens. E quando esse dia chegar, deve dar seu presente a alguém que saiba que irá usá-lo bem, alguém que possa aprender que as únicas coisas que importam são as feitas de verdade e alegria, não as de lata e vidro.”

[...]

"Não posso ir ao seu encontro porque já estou com você."

***

"Longe é um lugar que não existe"
- Richard Bach -

quinta-feira, 26 de março de 2020

O conhecimento do “inimigo”


E são vários.
A começar, infelizmente, por alguns "amigos".

O que não tem refúgio, refugiado está.

***

 "É preciso, primeiro, combater o medo da morte. Para tanto, dois requisitos essenciais, a recusa da passividade e o conhecimento do “inimigo”. Quanto mais activos, mais aptos, mais fortes para afastar o medo. Se bem que o medo acorde a lucidez, e neste sentido possa ser benéfico, sabemos que ele encolhe o espaço, suspende o tempo, paralisa o corpo, limitando o universo a uma bolha minúscula que nos aprisiona e nos confunde. Comunicar com os outros e com a comunidade é furar a bolha, alargar os limites do espaço e do tempo, tomar consciência de que o nosso mundo se estende muito para além dos quartos a que estamos confinados. Foi certamente o que sentiram e fizeram os napolitanos que se puseram a cantar à noite, de varanda para varanda, exorcizando o medo e criando um novo espaço público comum.

Trata-se de combater este medo da morte. Que não é o medo, digamos, habitual, de morrer, mas uma espécie de terror miudinho, subterrâneo e permanente, que toma conta da vida. Não na apreensão do mal final, mas como se a morte, enquanto avesso da vida, enquanto letargia absoluta, rigidez definitiva, paralisia e abismo, viesse ocupar o terreno do nosso tempo quotidiano. É contra a tendência a sermos capturados por um tal sentimento de medo que é preciso lutar – precisamente, mantendo-nos activos e preocupados com os outros e a vida social de que fazemos parte."

(trecho do ensaio "O medo", de José Gil)

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Com um agradecimento especial à indicação do amigo (sem aspas).

domingo, 22 de março de 2020

domingo, 15 de março de 2020

O Tradutor Cleptomaníaco (4/4) - O inesperado, o capricho




“...o diretor do Observatório de Greenwich...”
[...] 
“Procurou dar às suas palavras uma certa dignidade serena, revestindo-as com um verniz científico, mas a cada uma se notava que ele, que tem o endereço de toda estrela ordeira do firmamento que está habilitada a ter uma moradia, e a ficha de trajetória de todos os cometas vadios, de vida pregressa, inúmeras vezes flagrados, nem suspeita quem seja este aventureiro azul e ardente, este monstro celeste, que visita a Terra sem ter feito nenhum anúncio preliminar e que ameaça a todos nós com o fim.”

***

Sem refúgios. Cidade.

***

 “Até agora, na terra, toda a desordem se originou do ato de varrer. Entendam a verdadeira maldição deste mundo é a organização, a verdadeira felicidade é a desorganização, o inesperado, o capricho.”

***

“A literatura também morre pela organização, a camaradagem, o corporativismo, a crítica caseira, que escreve “algumas linhas amáveis” sobre o burro chefe.”

***

“O fato de o mundo ser dirigido com pouca sabedoria não constitui um problema. O problema é que seja dirigido.”

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“Sabia que todas as coisas são desesperançadamente relativas, e que não existe nenhum instrumento para medi-las com precisão.”

***

"O Tradutor Cleptomaníaco e Outras Histórias de Kornél Esti"
- Dezsö Kosztolányi -

quinta-feira, 5 de março de 2020

O Tradutor Cleptomaníaco (3/4) - Daqueles dois grupos




“Daqueles dois grupos que caracterizam toda a humanidade. Os paranoicos são ousados, insolentes, fanfarrões, desconfiados e suspeitos, insatisfeitos e prontos para a ação, como os políticos que querem trazer a felicidade para o mundo.  [...] Não se suportam, e sua alma se rompe para o mundo, querem quebra-la em duas. Os esquizofrênicos são estranhos, originais, surpreendentes, se autoacusam, imprevisíveis, impenetráveis, como os verdadeiros escritores. Sua fala é repleta de insinuações incompreensíveis. Estes últimos me são mais simpáticos. Aqui também me misturei a eles.”

***

“...ajustava o seu sono às condições topográficas dos diversos gêneros.”

***

“Suas pálpebras imediatamente se grudaram sob a ação do mel morno do sono doce.”

***

“...o sono é a verdadeira concordância.”

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“Não odiava as pessoas. Apenas as olhava com uma certa triste renúncia, e sentia a falta de sentido da vida e a relatividade de todas as coisas.”

***

"O Tradutor Cleptomaníaco e Outras Histórias de Kornél Esti"
- Dezsö Kosztolányi -

quarta-feira, 4 de março de 2020

O Tradutor Cleptomaníaco (2/4) - Estão, mas já não são



el desaparecido

***

“Por enquanto tinha que situá-lo na minha imaginação. Isso não era fácil. Só então notei que curiosa relação temos com os desaparecidos. São criaturas de mau agouro, que vivem uma vida dupla, vivos e mortos ao mesmo tempo, homens e assombrações, cidadãos deste e doutro mundo, e não se sabe a qual pertencem. Ainda estão, mas já não são.”

***

Música: Desaparecido
Compositor: Manu Chao
Álbum: Clandestino (1998)

***

"Me llaman el desaparecido
Que cuando llega ya se ha ido
Volando vengo, volando voy
Deprisa deprisa a rumbo perdido

Cuando me buscan nunca estoy
Cuando me encuentran yo no soy
El que está enfrente porque ya
Me fui corriendo más allá

Me dicen el desaparecido
Fantasma que nunca está
Me dicen el desagradecido
Pero esa no es la verdad

Yo llevo en el cuerpo un dolor
Que no me deja respirar
Llevo en el cuerpo una condena
Que siempre me echa a caminar

[...]

Yo llevo en el cuerpo un motor
Que nunca deja de rolar
Yo llevo en el alma un camino
Destinado a nunca llegar

[...]

(¿Cuándo llegaré?)
(¿Cuándo llegaré?)
(¿Cuándo llegaré?)
(¿Cuándo llegaré?)"

***

"O Tradutor Cleptomaníaco e Outras Histórias de Kornél Esti"
- Dezsö Kosztolányi -

segunda-feira, 2 de março de 2020

O Tradutor Cleptomaníaco (1/4) - Apenas um linguista



“De modo que não apresento a verdade mentirosa, mas crio uma verdadeira mentira.”

***

“Mas eu era apenas um linguista.”

***

“...colheita de burrice beatificante...”

***

“...salvava a humanidade com pretensões progressistas...”

***

“...conseguia unir com sucesso a falta de talento à demência.”

***

“Aurora de dedos rosados, de unhas sujas.”

***

"Tentamos salvá-lo de novo. Vocês, que escrevem, sabem que tudo é decidido pelas palavras: tanto o valor de um poema como o destino de um homem. Tentamos provar que ele era um cleptomaníaco e não um ladrão. Aquele que conhecemos geralmente é cleptomaníaco. Aquele que não conhecemos geralmente é ladrão. O tribunal não o conhecia; assim foi qualificado - ladrão, e condenado a dois anos de prisão."


“Sim meus amigos. Tudo tem limite. O que é demais, é demais.”

***

"O Tradutor Cleptomaníaco e Outras Histórias de Kornél Esti"
- Dezsö Kosztolányi -

sábado, 29 de fevereiro de 2020

El Rey



"Eu vi El Rey andar de quatro,
de quatro caras diferentes.
E quatrocentas celas
cheias de gente.

Eu vi El Rey andar de quatro,
de quatro patas reluzentes.
E quatrocentas mortes...

Eu vi El Rey andar de quatro,
de quatro poses atraentes.
E quatrocentas velas
feitas duendes."

***

Música: El Rey
Banda: Secos e Molhados
Álbum: Secos e Molhados (1973)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Cinema Salva! (02) - A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo


Aquarius
Kleber Mendonça Filho - Brasil/França (2016)

***

Procrastinando, como sempre muito. 
Todo mundo no Bacurau, eu ainda no Aquarius.

Mas o bom do cinema tá também nisso aí:
fica tudo gravado.

Aí um besta como eu pode ver, mesmo tempos depois.
E outros bestas depois.
E outros e outros e outros...
...sempre em um HOJE qualquer.

Música: Hoje
Compositor: Taiguara
Álbum: Hoje (1969)

***

Dentre muitas outras coisas importantíssimas,
seguimos firmes contra todos que fazem cursos de "business".

Afinal, cursos de "business" em excesso podem te tornar um ministro da economia.
E dos piores que já se viu.

Mas ministro da economia não serve pra muita coisa, mesmo.
Acaba sendo só aquele carinha que mente pra classe média, dizendo que ela merece visitar o Mickey Mouse duas vezes por ano.

Depois, quando começam a cobrar essa promessa, o sujeito desconversa, diz que viajar pra fora é coisa de empregada doméstica.
E aí a classe média acha graça, compreende e aceita a cotação do dia.

Mas, é como dizem: toda classe média tem o ministro da economia que merece.

***

E fugindo um pouco, mas talvez nem um pouco, enquanto via o filme, fiquei com essa obra do Yuri Firmeza na cabeça.

É Fortaleza, não é Recife, mas também é firmeza total.
E resiste:


A fortaleza - Yuri Firmeza (2010)

"Em 'A fortaleza', Yuri Firmeza reencena a fotografia de infância em que ele faz a pose clássica do halterofilista, dobrando os braços e tensionando os músculos para demonstrar sua força. Entre uma imagem e outra – um intervalo de quase duas décadas – além do crescimento do menino, agora adulto, chama atenção a mudança radical da paisagem de fundo. Em uma foto, vemos casas, poucos prédios e um horizonte ao fundo; na outra, prédios mais altos preenchem os espaços outrora vazios. Mal se vê ao longe em Fortaleza, cidade onde o artista mora desde pequeno. A cidade virou uma fortaleza edificada, e Yuri se apresenta diante dela fazendo graça com seu corpo esguio, ao mesmo tempo assumindo sua parte de responsabilidade como morador."
(Fonte: http://app.31bienal.org.br/pt/single/1122)

***

A obra é de umas duas ou três bienais passadas:



E eram duas.
A outra, um edifício de três andares em si mesma:



Firmeza!

***

E o Gil, pra fechar.


Música: Pai e Mãe
Compositor: Gilberto Gil
Álbum: Refazenda (1975)

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Filthy Rich


Música: Filthy Rich
Compositores: Tom Ball & Kenny Sultan
From Kenny Sultan's book "Acoustic Blues Guitar"

***

Diamantes no lixo:

filthy, porém rich
ou
rich de tão filthy
ou
rich, porém filthy
ou
filthy de tão rich
ou
rich produz muito filthy
ou
filthy produz muito rich
ou
rich = filthy
e
filthy = rich

***

No fim, talvez melhor ser pobre mas ser limpinho mesmo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Música Salva! (34) Cupim de Ferro


"Eu sei de todo caminho que andei
Sou feito de barro batido e berro
Sempre topei com madeira de lei
A ciência já me fez cupim de ferro"

"E o coração espera quando a terra é movediça"

***

Música: Cupim de Ferro (part. Nação Zumbi)
Compositores: Lenine, Pupillo, Dengue, Lúcio Maia, Jorge du Peixe
Álbum: Carbono (2015)

***

"O olho finaliza, a lente só revela
E o coração numera cada batida esquecida"